Síndrome do túnel do carpo

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Síndrome do túnel do carpo

Anatomia

Na face palmar do punho , existe uma passagem estreita denominada túnel do carpo. Através desse túnel, passam os tendões que realizam a flexão dos dedos, bem como o chamado nervo mediano, que é a estrutura responsável pela sensibilidade dos dedos polegar, indicador, médio e metade do anular, e pelo controle de vários músculos do polegar.

Na ilustração, observa-se  a disposição das estruturas no túnel, cujo assoalho é formado pelos ossos do carpo e cujo teto é formado pelo retináculo dos flexores (antigamente denominado ligamento transverso do carpo). A ilustração mostra ainda que o nervo que fornece a sensibilidade a uma parte do dedo anular e ao dedo mínimo (nervo ulnar), passa por fora do túnel do carpo.

O diagnóstico da doença é clínico, ou seja, baseia-se  na análise da história apresentada pelo paciente e no exame físico. Ocasionalmente, podem ser necessários exames complementares, dentre os quais a mais eficaz é a eletroneuromiografia.

Tratamento

Algumas modalidades de tratamento não-cirúrgico vem sendo testadas ao longo dos anos,com as seguintes conclusões:

  • Infiltração e órteses (talas): podem ser eficazes em alguns casos muito iniciais e com sintomas leves; nos demais, o efeito, quando há, é paliativo (somente temporário )
  • Vitamina B, ioga, fisioterapia, antiinflamatórios , Botox, US, laser: ineficazes

No  tratamento da síndrome do túnel do carpo, busca-se diminuir a pressão sobre o nervo mediano, de modo que a transmissão do impulso elétrico através do mesmo volte a ocorrer normalmente.

A única maneira de obter essa descompressão é seccionar o ligamento que forma o teto do túnel e está comprimindo o nervo.

Portanto, até a presente data, é consenso em toda a literatura médica mundial que o tratamento definitivo da síndrome do túnel do carpo é o cirúrgico. As incisões variam conforme a preferência do cirurgião, mas todas visam ao mesmo objetivo. Nossa preferência é pela técnica descrita a seguir.

Sob anestesia local (que é aplicada após  sedação, de modo que não há desconforto para o paciente) é feita pequena incisão na palma da mão, permitindo a localização e a secção do ligamento que comprimia o nervo mediano. A ferida é suturada e protegida por curativo, e o paciente recebe alta no mesmo dia, voltando a exercer as atividades habituais de imediato, com o cuidado de proteger a ferida até a retirada dos pontos. Portanto , atividades de trabalho e de vida diária que não envolvam risco de contaminação da ferida podem ser realizadas, porém as atividades que apresentem risco para a ferida operatória devem ser evitadas.

DR RODRIGO VILLAS – ESPECIALISTA EM MÃOS